domingo, 10 de agosto de 2014

Arte Tumular

Arte tumular ou arte funerária é um termo usado para designar obras feitas para permanecerem em cima das sepulturas nos cemitérios e igrejas. É uma forma de representação que está ligada à cosmovisão de determinado contexto histórico, ideológico, social e econômico, interpretando a vida e a morte. Essa interpretação pode ser feita através de um conjunto de símbolos ou de uma obra narrativa, utilizando-se materiais variados como o mármore, o granito, o ferro fundido e o bronze. A arte tumular atingiu seu apogeu nos séculos XVIII e XIX, sendo hoje menos utilizada em virtude do avanço do cemitério-jardim. Seguem algumas capturas minhas em um famoso cemitério da cidade de São Paulo...

quinta-feira, 24 de julho de 2014

O tempo e as Jabuticabas

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver
daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela
menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela
chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir
quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos
para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem
para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas,
que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões
de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas
não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a
essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente
humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não
foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados,
e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse
amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.'
O essencial faz a vida valer a pena.
Rubem Alves

sábado, 21 de janeiro de 2012

Sorocabana



A história das linhas férreas brasileiras, assim como de todo mundo e principalmente na Inglaterra, berço da Revolução Industrial, é da demanda transportes mais rápidos e expansões de território, pois as mercadorias precisavam chegar para cada vez mais longe e para diferentes regiões, como centros e portos marítimos. Sendo assim, as redes ferroviárias nacionais, com exceção da Central do Brasil, que foi fundada por D. Pedro II, (que abrangem as atuais linhas Camon Viana, Estudantes e a própria Luz - falo da linha e não do prédio tombado) foram construídas por engenheiros europeus, sob demanda de empreendedores brasileiros como Barão de Mauá e outros, que necessitavam expandir seus negócios e que por sua vez contribuiu para a  expansão e industrialização de nosso país.
Fundada em 1870, a Sorocabana nasceu da neessidade de empresários de transportar café e outros materiais e mercadorias do interior para a cidade. 
A linha ganhou essa nome por ter sua partida de Sorocaba para São Paulo, onde hoje é a Praça Julio Prestes e a Sala São Paulo. Hoje seu trajeto se restringe à São Paulo-Itapevi.


Tudo isso exposto para que venha o questionamento, no nosso dia-a-dia, passamos por locais e construções que carregam uma história da qual todos fazemos parte e nem nos damos conta.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Verão diferente

Neste verão, resolvi fazer algo de diferente, já dizia a Luisa Marilac ...
Fotografar coisas que acho interessantes e expor seu contexto, o interessate será fazer isso com qualquer aparelho à disposição e não com câmeras de mega-ultra-over-alta definição e tecnologias, mas simples cameras de celular e aquela básica que você paga em 12X nas casas Bahia.

O objetivo não será dar uma de fotógrafa profissional e sim explorar esses recursos disponíveis e principalmente o contexto em volta e convidar à uma reflexão...

Será que vai dar certo?